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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vineyard Music Brasil lança clipe de “Perdão e Graça”


O ministério de louvor Vineyard Music Brasil lançou o clipe da música “Perdão e Graça”, single de seu novo CD “Quebrantado – Adorando em Casa Vol. 1″.
“Perdão e Graça” é uma das músicas que fazem parte deste novo projeto da Vineyard Music Brasil que tem como objetivo levar alguns sucessos do ministério com arranjos simples, de forma acústica, a fim de criar um ambiente íntimo de adoração, podendo assim ser utilizado em reuniões caseiras e grupos pequenos.
O ministério há anos tem ênfase no estilo pop-rock, mas este trabalho em especial volta-se para o acústico a fim de ser mais um instrumento de auxílio na adoração. A realização deste CD foi um sonho de Fabiano Alves, coordenador de treinamento da Vineyard do Brasil, que assumiu a produção artística do projeto, com o auxílio da produção musical de Amauri Muniz.
O lançamento do álbum está a cargo da Aliança Produção e e Distribuição.
Confira o clipe de “Perdão e Graça”:

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cantora cristã que passou dois anos presa em contêiner vem ao Brasil contar seu testemunho

A cantora cristã Helen Berhane, que foi torturada em seu país, Eritreia, por se recusar a negar a Cristo, e passou dois anos presa em um contêiner, no deserto, virá ao Brasil contar suas experiências a convite da ONG “Portas Abertas Brasil”.
Entre os dias 20 e 23, Helen ministrará palestras em um evento no Parque da Aclimação, em São Paulo contando as experiências vividas enquanto foi prisioneira de consciência na prisão militar de Mai Serwa, Eritreia.
Seu país, que ganhou independência em 1993, possuía uma Constituição que garantia a liberdade religiosa, porém Helen foi caçada, presa e torturada por manifestar suas ideias sobre religião e política. Na prisão militar, foi submetida a temperaturas extremas, pois no deserto, o calor durante o dia é severo, assim como o frio à noite. Em uma sessão de tortura, Helen foi dada como morta e levada a um hospital, o que possibilitou sua fuga para o Sudão.
O livro Canção da Liberdade, escrito por Helen, narra suas histórias na cadeia e no exílio, na Dinamarca. O livro foi lançado esse mês aqui no Brasil, pela Editora Vida. Atualmente, Helen e sua filha Eva, agora casada e trabalhando na Dinamarca, vivem em prol de divulgar sua trajetória e amor pelo cristianismo, em países onde não há censura. No site eritreialivre.org.br há uma agenda com a programação da viagem de Helen ao Brasil.
Abaixo, assista ao vídeo em que a cantora Fernanda Brum conta a história de Helen Berhane:


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Confira a capa do novo CD de Thalles Roberto e ouça o single “Eu escolho Deus”

A Graça Music divulgou através do seu blog, a capa do novo CD do Thalles Roberto, intitulado “Uma história escrita pelo dedo de Deus”.
Este novo CD foi gravado ao vivo em Belo Horizonte e conta com 20 músicas, entre inéditas e canções dos álbuns anteriores.
Seu primeiro CD, Na sala do Pai, lançado em dezembro de 2009, vendeu mais de 100 mil cópias, conferindo ao cantor seu primeiro Disco de Platina.
No ano seguinte, o CD Raízes chegou a marca de 40 mil cópias, premiando o cantor com Disco de Ouro. O DVD Na sala do Pai, um documentário musical sobre o cantor, lançado no ano passado, superou a marca de 25 mil cópias, o que rendeu ao músico mais um Disco de Ouro.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

vem ai IV encontro de louvor e adoração da IAP de meridiano !!



Vem ai o IV Encontro de Louvor  da Igreja Adventista da Promessa de Meridiano que já é tradição em forma de comemoração de aniversário da igreja na cidade,e é realizado um grande culto de louvor e adoração onde temos momentos de comunhão com muitos irmãos de outras igrejas sem deixar de lado o foco principal a evangelização.
Contamos com vocês  

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AS MARCAS DO VERDADEIRO ADORADOR

"... Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração; ele fará tudo o que for da minha vontade" - Atos 13:22b.

A Palavra nos diz que Deus está à procura de verdadeiros adoradores, que saibam adorá-lo em espírito e em verdade. Ao descrever o tipo de adoração que Deus espera receber, João faz uso da expressão Aletheia - verdade -, que é o oposto de fictício, fingido ou falso. Possui o sentido de veracidade, realidade, sinceridade, exatidão, integridade, confiança e propriedade. É assim que Deus anseia ser adorado.

Deus procura pessoas que sinceramente se rendam diante da sua glória, que depositem nele toda a sua confiança, que honrem com integridade o seu nome. Deus procurou e encontrou Davi, um homem segundo o seu coração. Davi trazia consigo as marcas de um verdadeiro adorador, marcas que eu e você devemos ter, para que a nossa vida também seja segundo o coração de Deus. Vejamos 3 marcas deste adorador:

1- "homem".

Deus está procurando homens e mulheres de verdade, pessoas que tenham maturidade, seriedade, compromisso, responsabilidade, disposição para aprender, que sejam pessoas de palavra. Deus não está à procura de "crianças" imaturas, que se comportam e reagem à vida de forma irresponsável e infantil. Muitos músicos revelam-se totalmente despreparados para o exercício de seu ministério por se comportarem como crianças em Cristo. Normalmente, tais pessoas colocam obstáculos em tudo que lhes é proposto e dificultam as relações com as pessoas ao seu redor. Tendem a murmurar sempre, a criticar tudo, nunca se dispõem a servir e criam contendas e divisões dentro da igreja.

Deus está buscando uma Igreja comprometida, madura, sem mácula, nem ruga, santa e irrepreensível. Se quisermos adorar a Deus em verdade precisamos deixar para trás as coisas de menino e alcançar a estatura da varonilidade de Cristo. Precisamos crescer!

Davi era alguém responsável. Certa ocasião, quando o profeta Samuel foi à casa de seu pai, Jessé, para ungir um de seus filhos como o futuro rei de Israel, Davi estava apascentando as ovelhas de seu pai. Ele estava trabalhando. Eis aqui uma lição prática para todos nós. Precisamos entender que, como homens e mulheres de Deus, somos chamados a andar ao lado das pessoas, a cuidar delas, a conhecer e a tentar suprir as necessidades da nossa igreja e dos nossos líderes espirituais, em vez de sermos egoístas e irresponsáveis, pensando apenas em nós mesmos e no nosso ministério pessoal. Existem muitos que estão preocupados em ter "cargos" na igreja, quando, na verdade, não fomos chamados para ter "cargos", mas, como disse Paulo, a levar as cargas uns dos outros. A nossa maior responsabilidade como cristãos e o nosso maior ministério é levar as cargas das pessoas à nossa volta, é amá-las, animá-las e abençoá-las. Você est aria disposto a apascentar as ovelhas do Pai?

Em inúmeras situações Davi deu provas de sua responsabilidade, como na ocasião em que seu pai o enviou aos seus irmãos, que estavam no campo de batalha, para saber como estavam. Davi levantou-se cedo, ainda de madrugada, deixou as ovelhas com um guarda e partiu como seu pai lhe havia ordenado. Ele não deixou suas ovelhas sozinhas, mas chamou uma pessoa para cuidar delas (I Sm 17:20). Da mesma forma, precisamos ser mais responsáveis com aquilo que o Senhor nos confiou a fazer.

Houve um momento na vida de Davi em que ele precisou enfrentar a fúria de um leão e a força de um urso para defender as ovelhas de seu pai (I Sm 17:4-35). Por certo, Jessé nunca havia lhe pedido que colocasse em risco sua própria vida em defesa das ovelhas, mas Davi teve essa atitude porque era uma pessoa responsável. Deus procura pessoas assim, que não desistem dos desafios na primeira dificuldade que surge. Existem aqueles que enxergam dificuldades em tudo e encontram empecilhos para todas as tarefas que lhes são propostas. O que lhes é pedido nunca pode ser feito porque sempre encontram uma desculpa, como: "Não posso carregar a caixa de som hoje", "Não posso participar dos ensaios", "Não posso ajudar a guardar os instrumentos, pois estou com muita pressa" etc. Enfim, tais pessoas têm sempre uma desculpa para não servir e fazer o que precisa ser feito. Deus espera que apresentemos os nossos frutos, e não as nossas desculpas.

Davi era um homem de verdade. Ele não era um menino irresponsável. Apenas aqueles que são maduros estão dispostos a assumir responsabilidades e a enfrentar desafios. Em geral, as pessoas que desistem facilmente diante das dificuldades nunca conseguem concluir aquilo que iniciam.

Davi enfrentou um gigante. Não só o enfrentou, como também o venceu em nome do Senhor. Golias afrontava as tropas de Israel dizendo: "Mandem-me um homem para lutar sozinho comigo" (I Sm 17:10b). Em outras palavras, o que o gigante filisteu estava perguntando era: "Tem homem aí?".

Há homens no exército de Deus hoje? Existem pessoas maduras para apascentar as ovelhas do Pai, para cumprir suas tarefas com responsabilidade, com coragem para lutar com leões, enfrentar ursos e pelejar com gigantes como Golias? Deus achou Davi. Ele quer achar você também.
 
2- "segundo o meu coração".


Davi foi achado por Deus como alguém que possuía o coração segundo o seu. Nele foram encontradas as virtudes, as posturas, os sentimentos, os pensamentos e as motivações que agradavam ao Pai. Seu coração possuía o mesmo formato que o coração de Deus, como se tivesse saído da mesma fôrma, pois ele agia, sentia e pensava segundo os critérios divinos.

Ter o formato do coração de Deus é agir como Ele age, sentir como Ele sente e pensar como Ele pensa. Para termos o coração segundo o coração de Deus precisamos conhecê-lo, ter intimidade e relacionamento com Ele, enfim, precisamos conhecer sua voz.

Paulo, em sua Carta aos Romanos, apela aos irmãos que não se assemelhem ao mundo e seu sistema, mas sejam renovados em sua maneira de pensar. "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm12:2). O apelo do apóstolo era que a igreja não se conformasse com o mundo, ou seja, que não tomasse a sua forma, seguindo seus valores e princípios. Afinal, nós estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Pertencemos ao Reino de Deus!

Poderíamos dizer que Davi era um homem segundo o coração de Deus por duas razões básicas: ele tinha um coração quebrantado e estava sempre disposto a aprender; conhecia ao Senhor, pois tinha intimidade com Ele.

Se você também deseja ser achado como uma pessoa segundo o coração de Deus, busque conhecê-lo mais por meio da oração e da leitura da Palavra. Busque intimidade com Deus. "O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança" (Sl 25:14).
 
3- "fará tudo o que for da minha vontade".
Assim como havia no coração de Davi a disposição de fazer toda a vontade de Deus e não apenas parte dela, nosso coração deve estar totalmente inclinado à obediência ao Senhor.
Devemos ser obedientes à sua voz, senão estaremos nos rebelando contra o próprio Deus e sua autoridade. E tão sério quanto a feitiçaria é o pecado da rebeldia: "Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria..." (I Sm 15:23a).

No universo existem apenas a vontade de Deus e a do diabo. Por isso, certa vez, Jesus fez a seguinte afirmação: "Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha" (Mt 12:30). E em outra ocasião afirmou que não podemos servir a dois senhores, pois ou servimos e obedecemos a Deus ou ao diabo. Não existe meio-termo. Será que a sua vida está no centro da vontade de Deus? O Senhor encontraria em você a firme determinação de obedecê-lo?

Para sermos obreiros aprovados precisamos estar no centro da vontade de Deus. Ser usados por Ele não é o suficiente, pois Ele usa quem quer e na hora que quiser. Antes, precisamos ser aprovados por Deus. Muitos têm sido, de certa forma, usados pelo Senhor, mas poucos têm sido aprovados diante dele.

Apesar de muitas vezes julgarmos difícil ver a vontade de Deus como o melhor para nós, devemos crer que, segundo a sabedoria e o vasto conhecimento que Ele possui a respeito de todas as coisas, Deus sabe exatamente o que é melhor para a nossa vida.

No ministério da música, bem como em todos os ministérios da Igreja, existem as vantagens e as dificuldades peculiares ao exercício de cada serviço no Corpo. Participar ativamente de um ministério pode trazer muita alegria ao nosso coração, como também muitas dores e preocupações.

Há aqueles que desejam ter apenas o "bônus" do ministério, sem querer pagar o "ônus", o preço do serviço a Deus. Só se interessam por aquilo que o ministério pode oferecer de bom. São pessoas que normalmente querem apenas os aplausos, a visibilidade, o reconhecimento, mas não querem ser realmente servos.

Se não queremos servir, não podemos ter ministério algum na Igreja, pois ser um ministro significa servir e doar-se ao outro. O próprio Cristo disse que não veio para ser servido, mas para servir: ". como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:28).

Todos os cristãos são chamados a servir a Deus. O servo não é dono de si mesmo, nem possui direitos, mas vive para servir a outros.

Embora tenhamos diferentes dons e habilidades, o nosso chamado ao serviço não se restringe apenas ao ministério do qual fazemos parte. Isso significa que o fato de pertencermos a um ministério específico não nos isenta de trabalharmos e servirmos aos irmãos em outras áreas. Os músicos não são chamados apenas para tocar, mas para servir aos irmãos e aos seus líderes.
Quando Deus instituiu a Páscoa, sua orientação foi que nada fosse deixado do cordeiro que representava o Senhor Jesus. Eles deveriam comer o cordeiro todo, as partes boas e as partes mais duras.

Nosso compromisso com Deus não pode ser parcial; à semelhança de Israel, precisamos aprender a "comer o cordeiro todo", ou seja, a assumir todas as implicações do Evangelho, ainda que muitas vezes tenhamos de fazer coisas que não queremos.

Você está disposto a seguir a orientação de Deus? Você realmente deseja seguir a Cristo? Haverá momentos em que você terá de renunciar à sua própria vontade, para fazer a vontade de Deus. Se para você obedecê-lo é o que realmente importa, tenho certeza de que Deus encontrará em você um verdadeiro adorador.

Fonte: Por Ronaldo Bezerra

sexta-feira, 29 de julho de 2011

menos é mais !! -é+

Desde que comecei a tocar em uma equipe de louvor, percebi que nem tudo o que eu tocava era bom. E olha que eu tentava aplicar tudo o que sabia, como encaixar “aquele acorde” que havia aprendido naquela semana em praticamente todas as músicas. Era como se houvesse muito glacê para pouco bolo. Mas o que estava dando errado? Tenho certeza de que eu tentava dar o melhor de minha música para Deus. Mas o que define o que é “o melhor”? Quanto mais dissonante e repleta de extensões for a harmonia, e quanto mais “quebradeira” e contra-tempos tiver um arranjo, mais rica esta música será, certo? Nem sempre.

Simplicidade sem mediocridade

Com o tempo e conselhos de músicos mais experientes, notei que uma boa música era aquela em que todos na banda encontravam seu lugar, como se pudessem falar e ser respondidos, fazendo assim com que a música respirasse. O grande desafio aqui é o de dar para cada instrumento que compõe sua equipe algo distinto e simples para tocar (ou não tocar). No final, avalie se o arranjo permite que todos estejam sendo ouvidos, respeitando sempre a dinâmica da música, sendo esta intensa ou não.

É importante ter como referência, por exemplo, um arranjo feito para orquestra. A maioria das pessoas acha uma grade algo muito intrigante e complexo, mas se você escutar cada instrumento individualmente, vai perceber que alguns deles tocam somente algumas notas durante uma peça de dez minutos. Cada um tem seu momento de aparecer ou de compor um naipe. No final, você escuta algo rico e muito claro.

Por que simplificar?

Cada vez que escuto um arranjo de alguma música que faz sucesso percebo que ela é mais simples do que o que eu teria feito. Melodias nas pontes que soam como assinaturas, acordes abertos e puros com ritmos previsíveis. Simplificar uma música, além de dar a ela uma identidade, é torná-la acessível ao público. Uma melodia que possa ser assobiada por qualquer um, é uma música acessível. Isso também facilita ao ser reproduzida por uma banda. Acordes fáceis colocados no lugar certo, baixo tocado com um bumbo acentuando a levada, tonalidade acessível para a maioria dos cantores... Ah, os cantores! Enfim, uma música simples é uma música que não chama atenção para si mesma e permite que as pessoas atentem para o que realmente é importante. No caso da Igreja, a adoração a Jesus.

Músicos experientes x músicos iniciantes

O conhecimento musical, como já disse antes, não é o único responsável por uma boa música, mas saber aplicá-lo sim. E este amadurecimento leva tempo. Em uma equipe de louvor procure providenciar uma boa estrutura para todos os músicos, experientes ou iniciantes, tais como cifras, partituras, ensaios, gravações das músicas que serão tocadas no culto etc. Alguns músicos têm mais facilidade lendo, outros tirando uma música de ouvido. Procure nivelar sua equipe pelo básico. Nem muito profissional, nem muito amador, respeitando a fase de amadurecimento musical em que cada integrante se encontra, mas deixando claro onde você quer que ele chegue, estimulando e encorajando-o.

A importância do ensaio

Há pessoas que acreditam que o ensaio prejudica a espontaneidade do período da adoração, tornando-o algo frio e mecânica. Mas, ao contrário disso, a prática do ensaio não só promove a união entre os músicos envolvidos, como também cria um ambiente de aprendizado mútuo e proporciona mais segurança na execução das músicas. O que gera mais liberdade e espontaneidade no período da adoração, dando para o músico condições de se expressar melhor, sabendo qual o seu papel. Particularmente, vejo o ensaio como um passo prático de adoração a Deus, entregando a Ele um período de adoração com preparo, dedicação e excelência.

Dinâmicas para improvisação

O que fazer durante um período instrumental no louvor? Ou o que tocar quando o dirigente simplesmente aponta para você executar um solo durante uma ponte ou o refrão da música? Improvisação é a arte de expressar algo espontâneo, inspirado no momento, algo singular. Improvisação também é algo para ser praticado durante os ensaios, pois requer conhecimentos mínimos de escalas, harmonias e estilos, além de amadurecimento musical. Músicos que já improvisam com facilidade costumam tocar séries intermináveis de arpejos seguidos de escalas cromáticas e diatônicas, ascendentes ou descendentes, e o mais rápido possível.

O alvo aqui seria o de, com uma ou poucas notas, expressar um sentimento tão profundo quanto o de uma escala formada por um grupo de semi-fusas. Lembre-se: MENOS É MAIS. A atenção não deve estar focada no solo, mas no inspirador dele. Afinal, quem tem sido sua inspiração musical? Procure observar o que o Pai está fazendo naquele momento, e traduzir isto em notas. Não tenha medo de errar, arrisque! Se você sente que Deus está ministrando para seu povo sobre misericórdia, com fé, toque arrependimento. Enfim, improvisar também é entoar um cântico novo. Miles Davis, um dos maiores gênios do jazz, uma vez disse: “Eu já sei tocar todas as notas, agora num solo procuro a ausência delas”.

Como harmonizar as vozes

Ah, finalmente os cantores. O grupo mais importante dentro da equipe de louvor, e ainda assim o grupo de menor preparo musical na maioria das igrejas (afinal, todo mundo sabe cantar, certo?) Não posso deixar de enfatizar o quanto é importante que as pessoas que se propõem a cantar na equipe de louvor busquem treinamento técnico nesta área. A voz é o instrumento mais complexo e mais perfeito que existe. Necessita de muito cuidado e preparo.

O estudo técnico da voz ajuda na pronúncia ou articulação das palavras como também na respiração, dinâmica e afinação da voz, além de dar embasamento prático e teórico para harmonização vocal. Harmonização vocal é a adição de uma ou mais vozes diferentes da melodia, baseadas na harmonia ou acordes de uma música. Sempre que um arranjo vocal for feito, procure respeitar a dinâmica natural da música. Portanto, onde houver mais tensão, geralmente no refrão, acrescente vozes à melodia, enchendo o arranjo com mais harmonia. Porém, onde a música não pedir tensão, geralmente nas estrofes, deixe a melodia sozinha, com menos harmonia.

Se você está montando um backing vocal (e não um coral), as vozes que o compõem o podem ser simples. No coral você pode ter várias vozes por naipe. Por exemplo: 4 tenores, 4 baixos, 4 contraltos e 5 sopranos. No backing vocal é suficiente ter 1 contralto, 1 tenor e uma voz masculina ou feminina cantando a melodia, como que um reforço nos momentos de maior tensão apoiando o solista ou dirigente.

Ensaie sempre, tire todas as dúvidas que aparecerem durante o ensaio. Não menospreze a sua parte no vocal, por menor que ela seja. Procure pensar no arranjo como um todo, e não apenas a sua parte microscopicamente. O mais importante é que quando você estiver cantando, sua função é a de adoração para que as pessoas possam te seguir sem distrações.

Este não deve ser um momento de performance vocal, mas de apontar para Jesus.

fonte sou dapromessa

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Ministério da Técnica do Som

Por Amauri Muniz

Para o grupo de louvor de uma igreja funcionar bem é responsabilidade da equipe técnica cuidar para que tudo esteja bem organizado e os equipamentos e instalações funcionando em sua capacidade plena. Assim, as pessoas vão se desgastar muito menos e os músicos se sentirão mais seguros para se concentrar no que realmente importa: adorar a Deus.
Há três aspectos muito importantes no que diz respeito ao bom funcionamento de uma sonorização. Aqui vão elas, em ordem de importância: acústica do ambiente; pessoas; e equipamentos. Por falta de conhecimento técnico, às vezes, em nossas igrejas, as prioridades estão invertidas.
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      Acústica do ambiente: Construímos templos bonitos, práticos, fáceis de limpar, mas impossíveis de sonorizar. Paredes, piso e teto feitos de materiais que refletem o som e, para piorar, em formato retangular, o que é o pesadelo dos técnicos.
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      Pessoas: Colocamos pessoas sem preparo técnico para operar o som. Geralmente, garotos cheios de entusiasmo e disposição para servir, mas sem qualquer conhecimento (nem dinheiro para cursos, livros e revistas especializadas). E pior, não investimos neles, apesar da enorme responsabilidade que colocamos sobre seus ombros. Sem contar a enxurrada de 'entendidos' que vão lá dar umas 'dicas' para os técnicos na hora do culto.
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     Equipamento: Esta palavra causa arrepios nos pastores e tesoureiros. Eles gastam alguns milhares de reais, de tempos em tempos, para resolver o eterno problema de som, comprando equipamentos que parecem nunca ser suficiente, quando na realidade bastaria observar os dois itens anteriores. O que, aliás, representaria uma boa economia.

Primeiros passos
 
É preciso pensar no som na hora de contratar o engenheiro que vai projetar o prédio: Ele pode projetar um edifício lindo, prático, fácil de limpar, arejado, agradável e 'acusticamente' preparado para sua função. Que beleza! Um templo bem projetado, entre outras vantagens, vai proporcionar um vazamento sonoro muito menor. No final, além do técnico de som, os vizinhos vão agradecer. Mas isso não basta. É importante investir em nossos técnicos: cursos, livros, revistas especializadas, conferências, seminários, além de muito amor e disciplina.

Na hora de investir em equipamentos, o barato pode sair caro: Procure adquirir o melhor — que nem sempre é o mais caro — ouvindo as opiniões de profissionais. Existem equipamentos caríssimos, lindos, cobiçados, mas que não servem para sua necessidade no momento. Entretanto, cuidado para não adquirir equipamentos que cabem no seu bolso, mas que não resolverão o seu problema. Por isso, consulte um especialista. Ele vai sugerir a melhor relação custo-benefício.

E agora? Não é tão difícil melhorar a sonoridade de uma igreja. Precisamos, antes de qualquer coisa, de elementos que absorvam o som: carpetes, cadeiras estofadas, cortinas, tapetes e, principalmente, investir em um revestimento de tecido, isopor ou carpete na parede ao fundo da igreja. Quanto mais abafado, sonoramente melhor.

Invista em material especializado — revistas, livros e cursos. Na internet, é possível obter muito material de qualidade. E o melhor: gratuito. Seu equipamento merece uma limpeza periódica, com direito a revisão dos cabos, organização, etiquetas de cores variadas, afinação da bateria, cordas novas para os instrumentos etc. O que você já tem é muito valioso e merece ser bem cuidado. Não deixe para se lembrar do problema só quando ele acontecer de novo no próximo culto.

Mãos à obra

Na hora de sonorizar um evento num salão ou ao ar livre é importante perceber que o equipamento usado não está além nem aquém da necessidade. As pessoas precisam ouvir bem — e não em alto volume —, onde quer que elas estejam posicionadas. O volume não deve passar do mínimo possível e o equipamento deve suportar bem o nível de volume com qualidade e sem distorção.
Para um grupo que se reúne em um local pequeno, às vezes nem é necessário equipamento. Para um grupo um pouco maior, pode-se utilizar uma caixa amplificada multiuso — daquelas que tem conexões para alguns instrumentos e microfones. Se há vários instrumentos e microfones, é preciso ter uma boa mesa de som e um técnico que domine o seu funcionamento. Mais importante: é melhor ter um bom equipamento que 10 equipamentos ruins.

O som está rolando

O técnico de som precisa estar sempre muito atento a tudo. O bom técnico consegue perceber a necessidade dos músicos antes que eles digam qualquer coisa. Por sua vez, os músicos devem ser o mais claro possível em sua comunicação, evitando tentar ensinar o técnico a fazer seu trabalho. (Músicos, tentem sempre confiar no bom senso e principalmente na boa vontade de quem está operando o som!) Músicos e técnicos são uma equipe e não adversários. Gentileza nunca é demais! 

Na hora da gravação

Vamos descomplicar. Se você quiser fazer uma gravação simples do período de louvor ou da mensagem, não perca o tempo precioso do período de passagem de som ajeitando o gravador. Às vezes o técnico faz uma gravação perfeita, só que o som do culto fica péssimo porque é muito difícil fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O próprio equipamento de sonorização de ambiente não é projetado para gravar. Você pode usá-lo como uma solução razoável, mas não espere resultados maravilhosos.
Para gravar bem é preciso dedicar tempo nos testes, investir em equipamento exclusivo e pessoal capacitado — ou ter em sua igreja aquele técnico 'milagreiro' que 'tira água de pedra'. Se na sua igreja tem um espécime desses, cuide bem dele!

Harmonia dos céus

Adorar é despojar-se de si mesmo e render seu coração totalmente ao Pai. Um servo que se propõe a isto está preparado para cuidar do som. O orgulho e a prepotência não cabem na adoração. Sejamos humildes para que Deus possa se aperfeiçoar em nós. O operador de som também é um adorador que precisa aprender a confiar no Senhor e, ao mesmo tempo, tentar fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as coisas funcionarem bem, mantendo sempre o espírito de servo. Afinal, o bom técnico é aquele que 'desaparece' e a gente nem percebe que ele está ali de tão bem que ele trabalha. Isto não seria adoração?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

a voz como instrumento


A voz como instrumento
Por Greta Lira

Todo mundo sabe cantar, não é? É claro! Mas será que todos têm o dom do canto? Quem nunca experimentou sentar-se ao lado daquele irmão ou irmã que durante o louvor canta com todo o seu coração — o que é muito bom — e toda a sua voz — o que nem sempre é tão bom assim?

A voz é um instrumento que, como qualquer outro, requer cuidados, ensaio e muito treino. Acredito que o dom do canto vem de um Deus criativo que, além de nos dar a capacidade de falar, criou uma forma de expressarmos aquilo que está em nossas almas com uma simples melodia.

Afinação

Uma boa parte da afinação vocal é mental. A “visualização” ou “ouvir as notas na sua cabeça” aparentemente é a melhor ferramenta para acertar o tom. É igualmente importante treinar os ouvidos. Precisamos separar tempo para ouvir músicas, prestando atenção na melodia para que possamos cantá-la nitidamente. Não se preocupe em enfeitar a música com escalas e “voltinhas”. Na medida certa, isso pode acrescentar muito à melodia. Na medida errada, pode ser uma tragédia.

A respiração também influencia em grande parte a afinação. A maneira certa de respirar é utilizando o diafragma — músculo localizado abaixo dos pulmões —, que pode ser treinado para aumentar a capacidade de segurar mais ar a fim de sustentar notas longas e controlar a afinação. Pessoas assumidamente desafinadas não precisam entrar em desespero. É possível, sim, melhorar a sua afinação com um pouco de treino e paciência. Aulas de canto também são ótimas para isso.

Vocais na banda

No canto, podemos achar vários papéis para a voz. Entretanto, é importante começarmos pela voz principal. Dentro de uma igreja, é necessário que a voz principal (ou melodia) seja segura para que as pessoas saibam a quem seguir na hora do louvor. É necessário que simplifiquemos ao máximo a melodia para que as pessoas possam cantar juntas. Outra responsabilidade da voz principal é transmitir o que Deus está fazendo através da sua voz. Isto inclui emoção, expressão e sinceridade.

Cantores que fazem “backing vocal” têm a capacidade de acrescentar muito à música. Porém, se não for feito da forma correta, pode virar um desastre. O objetivo é dar suporte a voz principal. Uma boa música precisa de dinâmica para respirar, crescer e diminuir. É aí que a segunda voz se torna fundamental. Como “backing vocals”, precisamos ser sensíveis ao resto do grupo para achar o nosso espaço e não invadir o espaço dos outros.

Geralmente, encontramos nas igrejas dois tipos de “backing vocal”: contralto e tenor. Estas vozes precisam harmonizar-se com a melodia e com os acordes da música completando o arranjo. Cantores que fazem a voz principal nem sempre são bons no que se refere à segunda voz e vice-versa. A chave é fazer aquilo que você sabe com excelência. É importante reconhecermos nossos limites e trabalharmos para melhorar.

Ensaio

Quando se trata de ensaio para uma banda de louvor, geralmente os vocalistas são esquecidos. O ideal é dar oportunidade para que eles ensaiem sozinhos e, depois, com a banda. Ensaiar os vocais separados da banda pode ajudar na elaboração de novas harmonias. É importante que cantores consigam ouvir e adequar as suas vozes ao que as outras pessoas estão cantando. Um bom exercício é formar um círculo e prestar atenção nas pessoas a sua volta para modular o volume da voz. Assim, é possível ensaiar a dinâmica, crescendo ou diminuindo em intensidade.

Também neste contexto, podemos distinguir quais vozes ficam melhores na melodia principal e nos contraltos e tenores. Precisamos criar um ambiente seguro, em que as pessoas possam tentar coisas novas, se arriscar sem medo de serem humilhadas. Coisas que raramente aconteceriam num ensaio geral.

Eu e minha voz

A voz faz parte do nosso corpo e qualquer coisa que nos afeta fisicamente, também afetará a nossa voz. Por exemplo: sedentarismo, insônia, cansaço e má alimentação — especialmente bebidas geladas. Algumas dicas práticas são: tomar bastante água para hidratar o corpo e limpar as cordas vocais; evitar extremos de temperatura de alimentos — muito frio ou quente; não abusar de açúcar, refrigerante e fritura, pois criam sujeira nas cordas vocais provocando o famoso pigarro; evitar sal em excesso, pois resseca a voz; e fazer exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal — cantar “frio” pode cansar rapidamente sua voz. Atenção: se você sentir algum tipo de desconforto ao cantar, não use “sprays” ou sal, que são anestésicos. Esta é a forma que seu corpo encontrou para avisar que está na hora de parar.

Outro ponto importante é treinar a respiração. Existem alguns exercícios simples que podem ser feitos como deitar no chão e colocar um livro sobre o seu abdômen, focalizando seu esforço em levantar o livro. Isso ajuda a descobrir como usar o seu diafragma e aumentar o controle sobre a respiração. Outra dica é encher bem os pulmões de ar e soltá-lo de modo uniforme e pausado, procurando sempre aumentar o tempo de expiração. Quanto mais lento, melhor.

No canto, há diversas classificações como soprano, contralto, tenor e baixo. Através de exercícios vocais, podemos aumentar o alcance da voz. Isso é importante para expandir a quantidade de notas que podemos atingir. Cantores profissionais podem alcançar até cinco oitavas (ou 61 notas). Um cantor amador alcança, no mínimo, duas oitavas (ou 25 notas).

Embora essas dicas sejam práticas e muito úteis, se você deseja obter melhores resultados como cantor ou cantora, até mesmo se profissionalizando, é muito importante buscar ajuda profissional. Procure um professor qualificado. Lembre-se que a voz é um instrumento e requer estudo e preparação. Busque modelos ou referenciais de vozes e estilos musicais que você pretende seguir. Isso é saudável e pode ajudar bastante enquanto você descobre sua própria voz.

Concluindo...

Acho que a palavra-chave para qualquer cantor é sensibilidade. Todo mundo pode cantar, mas nem todo mundo tem o dom do canto. É necessário que sejamos humildes para reconhecer nossos limites e também quais são os dons que Deus nos deu. Quando tratamos de arte, lidamos com pessoas extremamente sensíveis e precisamos praticar o que a Bíblia diz: “falar a verdade em amor”. Não favorecemos ninguém quando, como líderes, fingimos que alguém canta bem apenas para não decepcioná-lo.

Precisamos ter sensibilidade como cantores, utilizando e aperfeiçoando o nosso dom, e como líderes nas nossas igrejas, ajudando cada pessoa a descobrir seus talentos e dons para a edificação do Corpo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fundamentos de Louvor e Adoração


Ser um adorador é o que Deus mais deseja que sejamos. Deus me chamou e nos chamou para sermos um adorador, Deus te fez para ser um adorador. Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, essa é uma das mãos pelas quais fomos formados, mas na outra mão Deus nos fez para termos comunhão com ele. E adoração nada mais é do que termos comunhão com Deus.
Quando Deus criou o homem no jardim do Éden, o criou para ter comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira, uma comunhão despretensiosa. A adoração começa num lugar secreto, intimo de comunhão com Deus.  Sem essa disposição de estarmos presença de Deus, não existe seminário de adoração, não existe nenhuma fórmula que se possa ensinar na vida da igreja de como é a verdadeira adoração.
Adoração não tem nenhuma fórmula para se conseguir, a não ser estar na presença do pai, no lugar secreto em intima comunhão com Ele. Adoração é o homem em comunhão com Deus. É Deus no cair da tarde no jardim do Éden visitando o homem e a mulher que ele criou e chamando-os pelo nome. É isso que Deus deseja e essa é a verdadeira adoração a que Deus nos convida.
Precisamos ter um lugar secreto de comunhão com Deus, de intimidade. Um lugar onde ali a nossa vida é gerada, a onde a nossa vida é reformada, a onde a nossa vida é transformada, e curada por Deus. Onde as nossas mazelas, nossos problemas nossos pecados ficam diante do senhor no seu altar. Isso é adoração.
Começa com essa disposição de desejarmos parar o mundo, parar com a agitação, parar com que estamos fazendo, deixar as coisas passageiras e nos voltarmos para o eterno. 2 Co 4:18: “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.”
Adoração é um convite de Deus para o eterno. Adoração é quando decidimos investir a nossa vida no eterno. E Parar para ouvir a voz de Deus, isso é o eterno. Todo o resto é passageiro, tudo tem um fim. Nossa própria vida aqui nesta terra tem um fim.
Em João 4:23: “ Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” Este texto é chave para a vida de adoração da igreja. E o primeiro princípio aqui é que Deus não procura adoração. Deus procura adoradores. Porque a adoração é um produto e adorador é uma maneira de ser. Deus procura o ser que adora e não o produto. O nosso enfoque deve ser no que é ser um adorador.
Existem algumas fórmulas gostosas e boas de como ministrar o louvor, existem coisas que podemos fazer para que melhore tecnicamente a adoração. Mas, a adoração tem a ver com o coração. A igreja tem gasto uma grande parte do seu esforço, de seus recursos, de seu potencial tentando produzir adoração, mas o que Deus mais quer é um coração de adorador. Um coração totalmente dele. O que significa um coração totalmente dele? O que isso significa na nossa vida.
Temos então cinco perguntas para meditarmos:

1.A quem adoramos? 2.Por que adoramos? 3. Aonde adoramos? 4. Quando adoramos? 5. Como adoramos?
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Neste texto vamos tratar da primeira pergunta: 1.A quem adoramos?
O primeiro enfoque que a igreja precisa ter é qual o alvo da nossa adoração. Existem muitas pessoas que adoram a adoração. Estão mais envolvidas com o produto, com a música, com o cantar do que com o ser um adorador. E isso acontece porque a igreja tem o foco errado de quem é o alvo da nossa adoração. O que Deus quer ampliar em nossa vida como adoradores: é a quem nós adoramos.
Quando Jesus responde a Satanás na tentação do deserto, Ele diz “ ao Senhor teu Deus adoraras e somente a Ele darás culto”. Aqui Jesus define a quem adoramos: “só ao Senhor teu Deus”. E quando a bíblia enfoca “ só o Senhor teu Deus” ela está incluindo aqui uma trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esse é o nosso alvo, o nosso foco. É para este foco que devemos olhar: é a Deus que nós queremos, é por Ele que somos apaixonados, é a Ele que desejamos adorar. Ele é o alvo da nossa adoração. Ele é o grande “Eu Sou”. Aquele que tem que ser entronizado, que tem que ser constantemente enfocado pela igreja.
Sabem o que é um ídolo? É tudo o que fica entre você e Deus. Idolatria nós pensamos muitas vezes em “santinhos”, amuletos. Idolatria é qualquer coisa que fique entre nós e Deus. Qualquer coisa que tira do foco do “quem é digno de adoração”. Os ídolos deste mundo hoje não são mais feitos de madeira, de bambu ou de gesso. Os ídolos deste mundo atualmente são mais poderosos porque eles roubam o coração, roubam a alma, roubam o espírito, estão roubando o coração de toda uma geração. É preciso que estes ídolos sejam acusados, retirados para que o foco a quem devemos adorar seja ampliado na vida da igreja.
Hoje adoramos um sistema. Mas a nossa visão deve ser Deus. O centro de todas as coisas deve ser Deus. A nossa visão, o centro de todas as coisas deve ser a glória de Deus. Todas as outras coisas são estratégias preciosas que Deus nos dá para viver, mas temos que adorar e invocar é a Deus. O Deus Pai, o Deus filho, o Deus Espírito Santo deve ser colocado à frente da igreja em tudo que fazemos, em tudo que nós somos.
Ele é o nosso “quem” e isso só é galgado em nosso coração quando nós conhecemos a Deus.  Não podemos entronizar Deus se não o conhecemos. O que devemos fazer é levar todo irmão, toda irmã, todo novo convertido a ter essa visão pessoal de Deus. É algo que Deus quer gerar no coração de cada um de seus filhos.
É essa visão que sustenta a vida. Quem tem uma visão de Deus de que Ele é o nosso “quem” jamais voltará a trás. Quem tem uma visão clara de Deus em seu coração, a revelação de que Ele é o centro de todas as coisas, que Ele é a razão de todas as coisas. E galgar com Ele nessa comunhão significa que pode desaparecer o mundo em baixo de nós que ficamos agarrado e sustentado na mão de Deus.
Na minha experiência pessoal quando eu estava em Cuba ministrando para os irmãos, recebi a notícia de que minha esposa grávida de oito meses foi assaltada e baleada na frente de nossa casa e estava na UTI. Quando soube da notícia me faltou o chão embaixo. Mas eu tinha uma corda que me segurou e me sustentou que era a minha comunhão com Deus.
Eu tinha certeza que a minha vida e a vida de minha família estavam nas mãos de Deus e que ali eu estava seguro. Eu tinha a corda da fé, do conhecimento da presença de Deus.
E aquilo que o diabo veio para roubar, matar e destruir começou a se fortalecer. É nessas horas começamos a conhecer mais a Deus. É nas horas mais difíceis que Deus se amplia. Esse “quem” precioso e maravilhoso começa a se ampliar na nossa frente, na hora da luta, das tribulações. Tudo o que é natural acaba, tudo o que confiamos neste mundo acaba, mas quem conhece a Deus jamais será abalado.
E esta situação em que eu estava vivendo foi um milagre atrás do outro. Enquanto eu estava em Cuba, sendo moído, sem poder sair da ilha, sem poder agir por mim mesmo. Eu só podia ficar pendurado no meu “quem” precioso, no meu Deus amado. Esse “quem” que adoramos deve estar na frente das nossas vidas em todos os momentos sejam eles bons ou ruins, nos momentos de dificuldade e até mesmo nos momentos de terror, nos momentos de perseguição.
Conheço irmãos no Oriente médio que a única coisa que lhes resta é essa corda. Perderam tudo por causa da guerra no Iraque. Eu estava nestes dias no Oriente Médio, quando sai as pressas do Líbano para a Ilha de Chipre para poder retornar ao Brasil porque os aeroportos estavam fechados.
Conhecia um irmão Iraquiano que perdeu tudo. Ele saiu de sua casa com a esposa, o filho e caminhou km e km com a roupa do corpo, debaixo de bombardeiro. Quando conseguíamos contato com ele, ele dizia: “Eu estou firme. Deus está cuidando de nós.” Nesta situação, ele estava lá adorando com seu alaúde tocando pra Deus. Este é uma pessoa que conhece e que sabe a quem adora.
Adoração não é um fruto de estarmos no sentindo bem ou mal. É fruto de nós conhecermos a Deus.
Asaph Borba

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sorria - Deus jamais te esqueceu

É da sabedoria de todos que, nos últimos anos, cada vez mais as pessoas estão preocupadas consigo próprias, esquecendo muitas vezes da gentileza e do respeito ao próximo, aprendido desde a infância.  Com menos espaço para o amor, uma enorme tristeza invade a vida de muitos.

Foi pensando nisso que o Pr. JB Carvalho, de Brasília/DF, decidiu reunir dos mais variados ministérios, um grande número de artistas da música Gospel, dispostos a cantar uma mensagem de esperança ao povo brasileiro.

No início de 2010, a música "Sorria" iniciava um grande avivamento que hoje, já pode ser sentido em muitos lugares deste Brasil. Foi-se a ideia de um Deus intocável, mais disposto a corrigir do que a amar. Quebraram-se muitas barreiras entre o "filho" arrependido e o "pai" perdoador. Muitos outros artistas adotaram esta visão e os resultados são os melhores possíveis.

Assim como Fernandinho, André e Mariana Valadão (entre outros) cantaram "Sempre existe uma saída, Deus não se esqueceu de você", temos que alcançar cada vez mais aqueles que não encontram solução em suas vidas. Temos que nos adaptar a eles, e mostrar que a maior mudança ao aceitar a Cristo é a gradual, de dentro para fora e não a instantânea, de fora para dentro, como antes apresentado.